Governador eleito anunciou Priscilla Santana para a Fazenda e Fátima Gavioli para a Educação. Redução de secretarias e escolha de quadros técnicos estão entre as prioridades da futura gestão.
O governador eleito do Paraná, Sérgio Moro (PL), já confirmou dois nomes para integrar sua equipe a partir de janeiro de 2027. O anúncio mais recente foi feito nesta terça-feira (27), durante entrevista à Jovem Pan Curitiba, quando apresentou a professora Fátima Gavioli como futura secretária de Estado da Educação.
Ela se junta à economista Priscilla Maria Santana, anunciada na semana passada para comandar a Secretaria da Fazenda. As duas escolhas indicam que Moro começou a definir áreas estratégicas da administração estadual antes mesmo do início oficial da transição de governo.
A formação do secretariado é uma das etapas mais aguardadas após a eleição. Além de escolher os responsáveis pelas principais pastas, o governador eleito pretende reorganizar a estrutura administrativa, reduzir o número de secretarias e priorizar profissionais com experiência técnica.
Fátima Gavioli comandará a Educação
Fátima Gavioli — Secretaria da Educação
Natural de Goioerê, no Noroeste do Paraná, Fátima é professora e possui experiência à frente das redes estaduais de ensino de Rondônia e Goiás. Atualmente, ocupa a Secretaria da Educação de Goiás e foi convidada por Moro para assumir a pasta paranaense em 2027.
A escolha foi divulgada durante entrevista à Jovem Pan Curitiba. Moro destacou a experiência acumulada pela professora na gestão pública e o trabalho realizado em Goiás.
Fátima é formada em Letras, Direito e Pedagogia, possui mestrado em Educação e doutorado em Psicologia da Educação. Ela comandou a Educação de Rondônia antes de assumir a secretaria goiana, em 2019.
Durante sua passagem por Goiás, a rede estadual registrou avanços nos indicadores educacionais, incluindo a evolução do desempenho do ensino médio no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
A indicação tem um componente regional: Fátima nasceu no Paraná e retorna ao estado para assumir uma das áreas mais importantes da administração pública.
A futura secretária terá pela frente desafios como melhorar a aprendizagem, reduzir desigualdades entre escolas, fortalecer a formação dos professores e ampliar a qualidade do ensino público estadual.
Priscilla Santana ficará responsável pela Fazenda
Priscilla Maria Santana — Secretaria da Fazenda
Economista e atual secretária da Fazenda do Rio Grande do Sul, Priscilla foi o primeiro nome confirmado para o futuro governo paranaense. Sua experiência inclui atuação no Tesouro Nacional e em áreas relacionadas à gestão fiscal e às finanças públicas.
O anúncio ocorreu em 20 de outubro. Segundo Moro, a escolha considera a experiência técnica da economista e sua atuação na administração das contas públicas gaúchas.
Priscilla também possui formação em Direito e História e trabalhou com relações financeiras entre União, estados e municípios. Ao longo da carreira, participou de iniciativas ligadas à gestão da dívida pública, ao equilíbrio fiscal e à reforma tributária.
A Secretaria da Fazenda será estratégica para o novo governo, pois deverá acompanhar as receitas, controlar despesas e avaliar a disponibilidade de recursos para investimentos.
A expectativa é que a pasta tenha papel central na promessa de Moro de tornar a administração mais eficiente e econômica.
Moro promete reduzir o número de secretarias
A reorganização administrativa é outra das principais propostas do governador eleito. Moro afirmou anteriormente que pretende reduzir o número de secretarias estaduais, mas ainda não divulgou quantas pastas serão extintas, incorporadas ou reorganizadas.
A proposta é diminuir a burocracia, reduzir custos administrativos e direcionar mais recursos para serviços públicos.
O governador eleito também declarou que pretende privilegiar nomes técnicos, embora a formação da equipe dependa de negociações e da avaliação da estrutura atual do Estado.
Até esta terça-feira, os dois nomes confirmados publicamente para o primeiro escalão são Priscilla Santana, na Fazenda, e Fátima Gavioli, na Educação. Outras indicações devem ser anunciadas conforme avançarem as discussões sobre a estrutura do governo.
Pablo Marçal no governo? Não há confirmação
O nome do empresário Pablo Marçal apareceu nesta terça-feira em especulações políticas sobre uma possível secretaria ligada à área de prosperidade no futuro governo estadual.
A informação foi levantada pelo Blog do Esmael, mas não representa um anúncio oficial de Sérgio Moro. Até o momento, não há confirmação pública de que Marçal tenha sido convidado ou escolhido para ocupar uma pasta no Paraná.
Por isso, o nome deve ser tratado como especulação, e não como parte do secretariado definido.
Transição começa em novembro
O processo formal de transição do governo estadual está previsto para começar em 5 de novembro e seguir até 5 de janeiro de 2027, conforme as regras estabelecidas pela administração estadual.
O período permitirá que a equipe do governador eleito tenha acesso a informações sobre as contas públicas, os programas em andamento, os contratos e as prioridades administrativas.
O atual governo também indicará representantes para organizar a transferência de informações e garantir a continuidade dos serviços públicos.
Moro já afirmou que pretende manter uma relação institucional com a gestão de Ratinho Junior e com a Assembleia Legislativa do Paraná durante o processo.
O que esperar dos próximos anúncios
Com as primeiras indicações confirmadas, a expectativa agora se concentra nas áreas de saúde, segurança pública, infraestrutura, agricultura e demais setores da administração estadual.
A escolha dos próximos secretários poderá revelar como Moro pretende distribuir responsabilidades entre técnicos, integrantes de seu grupo político e possíveis aliados.
O desafio será transformar as promessas de campanha em uma estrutura administrativa capaz de atender às demandas dos municípios e das diferentes regiões do Paraná.
A composição do secretariado também será um dos primeiros sinais concretos do perfil do novo governo. As decisões tomadas nas próximas semanas ajudarão a mostrar quais áreas terão prioridade e como a futura administração pretende conduzir os investimentos públicos a partir de janeiro.