Motoristas que trafegam por rodovias do Paraná têm presenciado uma cena cada vez mais comum: interdições temporárias para detonações de rochas durante obras de duplicação e ampliação de estradas. Apesar do impacto momentâneo no trânsito, o procedimento é considerado essencial para o avanço das intervenções e segue rigorosos protocolos de segurança.
Um dos principais exemplos ocorre na BR-153, entre Jacarezinho e Santo Antônio da Platina, no Norte Pioneiro. As explosões fazem parte das obras de duplicação da rodovia, executadas pela concessionária EPR Litoral Pioneiro, e acontecem às terças e quintas-feiras, com bloqueio temporário do tráfego. O cronograma deve seguir até o fim de outubro em diferentes pontos do trecho.
Por que as rochas precisam ser detonadas?
Segundo a concessionária, em alguns trechos existem grandes maciços rochosos que não podem ser removidos por escavadeiras ou outros equipamentos convencionais.
Nesses casos, o uso controlado de explosivos permite regularizar o terreno para a execução de etapas como:
- terraplanagem;
- drenagem;
- pavimentação;
- implantação de novas pistas;
- cortes em encostas.
Sem esse procedimento, muitas obras rodoviárias se tornariam inviáveis ou demorariam muito mais para serem concluídas.
Como funciona a operação?
Antes de qualquer detonação, equipes especializadas realizam estudos detalhados da área, incluindo levantamentos topográficos, análises geológicas e avaliações de engenharia.
Com essas informações é elaborado um plano de fogo, que define:
- os pontos exatos onde os explosivos serão instalados;
- a quantidade de explosivos necessária;
- os horários da operação;
- as medidas de segurança.
Também são planejadas eventuais evacuações de áreas próximas e o isolamento total do trecho durante a explosão.
Segurança é prioridade
Durante as detonações, o tráfego é completamente interrompido. Antes da explosão, equipes realizam inspeções, posicionam sinalizações e emitem avisos sonoros para alertar trabalhadores e motoristas.
Após o acionamento dos explosivos, uma nova vistoria é feita para verificar a estabilidade do local e remover pedras e outros materiais da pista. Somente depois da limpeza completa o trânsito é liberado.
Procedimento é usado em várias rodovias
Além da BR-153, detonações semelhantes também ocorrem em outras importantes obras rodoviárias do Paraná, como nas duplicações da PR-445 e da PRC-466, sempre quando o relevo apresenta formações rochosas que dificultam a abertura de novas pistas. A técnica é amplamente utilizada em obras de infraestrutura em todo o país e segue normas específicas de segurança e engenharia.