Soja lidera o desempenho, milho registra forte recuperação e Estado reforça posição entre as maiores potências do agronegócio brasileiro.
O Paraná fechou a safra de verão 2025/2026 com um novo recorde na produção de grãos. Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), foram colhidas 26,3 milhões de toneladas, resultado 6% superior ao ciclo anterior, quando o Estado produziu 24,7 milhões de toneladas.
O excelente desempenho foi impulsionado principalmente pela soja, que alcançou 21,8 milhões de toneladas, além da recuperação do milho de primeira safra, cuja produção passou de 3,1 milhões para 4,1 milhões de toneladas.
O resultado reforça a força do agronegócio paranaense, setor que movimenta a economia, gera empregos e coloca o Estado entre os maiores produtores de alimentos do país.
Milho segue como destaque
Enquanto a safra de verão é encerrada com números históricos, a segunda safra de milho continua em campo. A expectativa do Deral é colher 17,6 milhões de toneladas em uma área de aproximadamente 2,91 milhões de hectares. A colheita já começou e deve ganhar ritmo nas próximas semanas, favorecida pelas condições climáticas.
Apesar das geadas registradas em algumas regiões, os técnicos avaliam que, até o momento, os impactos sobre a cultura são pontuais e não alteram significativamente a projeção da safra.

O protagonismo do produtor rural
Por trás dos recordes estão milhares de agricultores que investem em tecnologia, planejamento e manejo eficiente para manter a produtividade mesmo diante dos desafios do clima.
O trabalho realizado no campo fortalece cooperativas, abastece a agroindústria, impulsiona as exportações e garante matéria-prima para cadeias como a avicultura, suinocultura e bovinocultura, setores nos quais o Paraná é referência nacional.
Com uma agricultura cada vez mais moderna e sustentável, o Estado demonstra que o compromisso do produtor rural continua sendo um dos principais pilares do desenvolvimento econômico paranaense.
Agora, a expectativa do setor é que o mercado remunere melhor a produção, valorizando o esforço de quem planta, cuida e colhe, além de incentivar novos investimentos para as próximas safras.