Investigação aponta que colaborador criou uma empresa com nome semelhante ao da agência para receber pagamentos de clientes e ainda utilizava recursos da empresa para viagens pessoais.
Um funcionário de uma agência de turismo de Maringá, no Norte do Paraná, foi preso preventivamente nesta segunda-feira (27), suspeito de aplicar um esquema de fraude que pode ter causado prejuízo superior a R$ 600 mil à empresa onde trabalhava. A prisão foi realizada pela Delegacia de Estelionato da Polícia Civil do Paraná (PCPR).
De acordo com as investigações, o homem atuava no setor financeiro da agência havia cerca de seis anos e era considerado um funcionário de confiança. A polícia afirma que ele aproveitou essa posição para montar um esquema sofisticado de desvio de recursos.
Segundo a apuração, o suspeito abriu uma empresa com nome muito semelhante ao da agência de turismo e direcionava boletos e transferências bancárias de clientes para contas ligadas à nova empresa, desviando os pagamentos que deveriam ser recebidos pela empregadora.
Viagens e gastos pessoais
Além dos desvios financeiros, a Polícia Civil apurou que o investigado teria criado irregularmente um cadastro como agente de turismo, função que nunca exerceu oficialmente, para emitir passagens aéreas e reservas de hospedagem em benefício próprio e de familiares.
As investigações também apontam o uso indevido de um cartão corporativo da empresa. Conforme a polícia, o suspeito realizou viagens para destinos como a Europa e o Rio de Janeiro, mantendo um padrão de vida incompatível com sua renda.
Prejuízo pode ser ainda maior
A proprietária da agência informou à polícia que identificou as irregularidades recentemente, embora existam indícios de que o esquema estivesse em funcionamento há cerca de dois anos.
Os investigadores alertam que o prejuízo de aproximadamente R$ 600 mil é apenas uma estimativa inicial, já que documentos financeiros continuam sendo analisados. Novas vítimas e outros desvios ainda podem ser identificados durante o andamento do inquérito.
Investigações continuam
A Polícia Civil também apura se outras pessoas participaram do esquema ou auxiliaram na movimentação dos recursos desviados.
O suspeito permanece preso preventivamente enquanto a investigação prossegue. Ao final do inquérito, o caso será encaminhado ao Ministério Público, que decidirá sobre eventual denúncia à Justiça.
Fonte: G1 Paraná e Polícia Civil do Paraná.