Dengue continua no radar dos municípios do Paraná

Mesmo com a redução da circulação da dengue em relação aos períodos de maior transmissão, os municípios do Paraná continuam mantendo ações de vigilância e combate ao mosquito Aedes aegypti. O Estado registrou 6.060 casos confirmados e seis mortes por dengue no ano epidemiológico de 2026, segundo o informe da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) divulgado em 15 de setembro.

O boletim mais recente contabiliza ainda 64.364 notificações da doença. Entre as regiões com maior número de casos confirmados estão a 17ª Regional de Saúde, de Londrina, com 1.495 casos, a 15ª Regional, de Maringá, com 574, e a 14ª Regional, de Paranavaí, com 555.

Municípios mantêm ações de prevenção

A preocupação das prefeituras permanece principalmente relacionada à presença de criadouros do mosquito. Em Curitiba, por exemplo, o programa Curitiba sem Mosquito mantém mutirões de orientação aos moradores, fiscalização de imóveis e recolhimento de materiais que podem acumular água. A próxima etapa da ação envolve as regionais Pinheirinho e Tatuquara.

Em Londrina, uma força-tarefa realizada nesta semana vistoriou aproximadamente 3 mil imóveis residenciais e comerciais, com a participação de cerca de 50 agentes de endemias. A ação busca localizar e eliminar recipientes e outros pontos que possam servir de criadouro para o Aedes aegypti.

Infestação apresenta queda em Maringá

Em Maringá, o terceiro Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa) de 2026 apontou índice de infestação de 1,1%, uma redução de 45% em relação aos 2% registrados no levantamento anterior, realizado em junho.

Apesar da melhora, o índice ainda exige atenção: o parâmetro considerado satisfatório pelo Ministério da Saúde é de até 1%. Segundo a prefeitura, grande parte dos focos encontrados continua dentro das próprias residências.

Prevenção continua sendo fundamental

A orientação das autoridades de saúde é para que a população não interrompa os cuidados durante períodos de menor transmissão. Recipientes com água parada, pratos de vasos de plantas, pneus, garrafas, caixas-d’água sem vedação e outros objetos expostos à chuva podem se transformar em criadouros.

A Sesa mantém uma plataforma com dados atualizados por município para acompanhamento da situação da dengue no Paraná. O sistema permite consultar informações das cidades e das regionais de saúde.

Com a aproximação dos períodos mais quentes e chuvosos, a manutenção das ações de vigilância e a eliminação de criadouros continuam entre as principais estratégias para evitar uma nova elevação dos casos no Estado.

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