O número de vítimas fatais dos dois terremotos que atingiram o norte da Venezuela há cerca de duas semanas subiu para 3.811, segundo novo balanço divulgado pelas autoridades venezuelanas. Os dados foram apresentados pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, e representam um aumento em relação ao levantamento anterior.
Além das mortes, o governo informou que 16.740 pessoas ficaram feridas, enquanto 17.907 moradores permanecem desabrigados em consequência da destruição causada pelos tremores. Equipes de resgate seguem trabalhando nas áreas mais atingidas, embora as chances de localizar sobreviventes diminuam com o passar dos dias.
Os terremotos ocorreram em sequência e tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5, provocando o colapso de edifícios, danos à infraestrutura e interrupções em serviços essenciais, principalmente na região costeira de La Guaira e em áreas próximas à capital Caracas. Desde então, centenas de réplicas foram registradas, dificultando os trabalhos de recuperação e aumentando o risco de novos deslizamentos.
Organizações internacionais e equipes humanitárias continuam prestando apoio às vítimas, com distribuição de alimentos, água, medicamentos e atendimento médico nos abrigos temporários. A Organização das Nações Unidas (ONU), a Organização Mundial da Saúde (OMS) e outros organismos também auxiliam nas ações de resposta ao desastre, diante da preocupação com possíveis surtos de doenças em razão da superlotação dos abrigos.
O desastre já é considerado um dos mais graves da história recente da Venezuela e mobiliza uma ampla operação de reconstrução. As autoridades seguem atualizando o número de vítimas à medida que os trabalhos avançam nas áreas devastadas pelos tremores.
