O custo da cesta básica voltou a pesar no orçamento das famílias brasileiras. Levantamento divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que os preços dos alimentos essenciais aumentaram em 17 das capitais pesquisadas no mês de junho. Nas demais cidades e no Distrito Federal, houve estabilidade ou queda nos preços.
A cidade de São Paulo registrou a cesta básica mais cara do país, com custo médio de R$ 965,47. Na sequência aparecem Cuiabá (R$ 937,93), Rio de Janeiro (R$ 920,94) e Florianópolis (R$ 918,42). Já os menores valores foram registrados em Aracaju (R$ 630,40), São Luís (R$ 654,73), Maceió (R$ 671,41) e Natal (R$ 686,07), onde a composição da cesta segue critérios diferentes em relação às regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Entre os produtos que mais pressionaram os preços estão feijão, arroz, carne bovina e leite, alimentos presentes diariamente na mesa dos brasileiros. Segundo o Dieese, a inflação desses itens continua sendo um dos principais desafios para o orçamento das famílias.
O levantamento também mostra que, no acumulado do primeiro semestre de 2026, todas as capitais pesquisadas registraram aumento no custo da cesta básica. As altas variam de 4,02% em São Luís até 21,48% em Fortaleza, evidenciando que a pressão sobre os preços dos alimentos permanece elevada em todo o país.
Outro dado divulgado pelo Dieese é o cálculo do salário mínimo necessário para suprir as despesas de uma família de quatro pessoas. Considerando o custo da cesta básica mais cara do país, o instituto estima que o trabalhador deveria receber R$ 8.110,92 em junho para garantir alimentação, moradia, saúde, educação, transporte, vestuário, higiene, lazer e previdência, conforme prevê a Constituição Federal.
O resultado reforça que a alimentação continua sendo um dos principais fatores de pressão sobre o custo de vida dos brasileiros, mesmo em um cenário de desaceleração da inflação em outros segmentos da economia.