PF bloqueia R$ 1,5 bilhão em operação contra extração ilegal de areia no Rio Paraná

Operação Areento de Ouro investiga dois grupos que teriam retirado mais de 6,8 milhões de toneladas de areia ao longo de mais de uma década

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (24) a Operação Areento de Ouro, que investiga um esquema de extração ilegal de areia do leito do Rio Paraná, na região de Guaíra, no Oeste do Estado. A Justiça Federal determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 1,5 bilhão em bens dos investigados.

A operação mobilizou cerca de 200 policiais federais e cumpriu 16 mandados de busca e apreensão, além de outras medidas judiciais, em dez municípios paranaenses: Guaíra, Foz do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu, Cascavel, Icaraíma, Terra Roxa, Curitiba, Marechal Cândido Rondon, Umuarama e Santa Helena.

Mais de 6,8 milhões de toneladas

Segundo a investigação, dois grupos teriam atuado por mais de dez anos na retirada de areia sem autorização. A PF estima que o volume extraído irregularmente ultrapasse 6,8 milhões de toneladas.

Além da extração, os investigadores apontam suspeitas de subfaturamento das vendas e utilização de estruturas empresariais para ocultar e lavar recursos provenientes da atividade investigada.

Bloqueio bilionário

O bloqueio de aproximadamente R$ 1,5 bilhão foi determinado pelo Juízo Federal de Guaíra. A medida patrimonial faz parte das ações adotadas durante a investigação.

A PF apura possíveis crimes contra o meio ambiente, usurpação de bem público, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Também existem indícios de possível atuação de caráter transnacional.

Investigação continua sob sigilo

O inquérito tramita sob sigilo na 1ª Vara Federal de Guaíra. Por isso, a Polícia Federal ainda não divulgou detalhes sobre a identidade dos investigados nem sobre todas as empresas e patrimônios atingidos pelas medidas judiciais.

A investigação deverá avançar agora na identificação de todos os envolvidos, na dimensão dos possíveis danos ambientais e na origem e destino dos recursos movimentados pelo grupo.

Fonte: Polícia Federal.

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