Um golpe conhecido como “falso Pix” voltou a chamar a atenção no Paraná após a Polícia Civil prender em flagrante uma mulher de 22 anos suspeita de aplicar o crime contra um supermercado em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba. O caso foi investigado pela Polícia Civil do Paraná (PCPR).
O golpe explora uma situação simples: o criminoso apresenta ao estabelecimento um comprovante de pagamento que aparenta ser verdadeiro, mas o dinheiro não foi efetivamente transferido.
Em alguns casos, o comprovante pode indicar inclusive um Pix agendado. Se o comerciante não conferir diretamente o extrato da conta, o produto pode ser entregue sem que o estabelecimento tenha recebido o pagamento. O próprio Banco Central já alertou para esse tipo de fraude.
Como o golpe funciona
Na prática, o golpista realiza uma compra e, em vez de concluir o pagamento, apresenta ao vendedor um comprovante falso ou de uma operação que ainda não foi efetivada.
A fraude pode ocorrer tanto com imagens manipuladas quanto com comprovantes de agendamento. Por isso, olhar apenas o comprovante apresentado pelo cliente não é suficiente para confirmar o recebimento.
A recomendação é que o comerciante confira a entrada do dinheiro diretamente no aplicativo ou sistema bancário antes de liberar a mercadoria.
Pix agendado também exige atenção
Um dos métodos utilizados pelos criminosos é apresentar um comprovante de Pix agendado como se o pagamento já tivesse sido realizado.
O Banco Central alerta que essa situação pode enganar vendedores que precisam verificar rapidamente vários pagamentos. A orientação é confirmar se a transação realmente foi concluída antes de entregar o produto.
O que fazer se cair no golpe
Quem perceber que foi vítima de uma fraude deve procurar imediatamente a instituição financeira e comunicar o ocorrido.
Em casos de fraude, golpe ou coerção, o sistema Pix possui o Mecanismo Especial de Devolução (MED), que pode permitir a recuperação dos valores dependendo da análise do caso e da disponibilidade dos recursos na conta que recebeu o dinheiro.
Também é importante registrar um boletim de ocorrência e guardar comprovantes, conversas, dados da transação e outras informações que possam ajudar na investigação.
Alerta vale para comerciantes e consumidores
Embora o caso investigado pela Polícia Civil envolva um estabelecimento comercial, o cuidado também deve ser adotado por consumidores.
A principal recomendação é não considerar um comprovante de pagamento como prova definitiva de que o dinheiro foi recebido. A confirmação deve ser feita no próprio sistema bancário.
Checklist contra o falso Pix
- Confira o saldo ou extrato da conta antes de entregar a mercadoria.
- Não confie apenas em comprovantes enviados pelo cliente.
- Verifique se o Pix está efetivamente concluído, e não agendado.
- Desconfie de comprovantes com informações divergentes ou alterações visuais.
- Em caso de fraude, procure imediatamente o banco e registre boletim de ocorrência.
O caso de Colombo reforça um alerta importante para estabelecimentos de todo o Paraná: no Pix, o comprovante não substitui a confirmação do crédito na conta.