Quaest revela disputa embolada pelo Senado no Paraná e acende alerta para as alianças

A primeira pesquisa Genial/Quaest para as eleições de 2026 mostra que a disputa pelas duas vagas do Paraná no Senado está muito mais aberta do que a fotografia atual dos números pode sugerir.

Alexandre Curi (Republicanos) aparece numericamente na liderança, com 15% das intenções de voto, seguido por Gleisi Hoffmann (PT), com 11%. Na sequência aparecem Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo), com 9% cada. Como a margem de erro é de três pontos percentuais, os quatro estão dentro de uma situação de empate técnico.

Quatro nomes para apenas duas vagas

O dado mais importante da pesquisa não é apenas quem está em primeiro, mas o fato de que quatro candidatos aparecem competitivos para duas cadeiras.

A eleição de 2026 será diferente das disputas em que apenas uma vaga ao Senado estava em jogo. No Paraná, serão escolhidos dois senadores, o que aumenta a importância das alianças partidárias e da estratégia de cada candidatura.

Hoje, Curi tem 15%, Gleisi 11%, enquanto Filipe Barros e Deltan aparecem com 9%. A diferença entre o primeiro colocado e o quarto é de apenas seis pontos percentuais — e todos estão dentro da margem de erro.

Curi lidera, mas não está isolado

O resultado coloca Alexandre Curi na frente numericamente. O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, porém, ainda está longe de transformar essa vantagem em uma liderança consolidada.

O cenário indica uma eleição em que estrutura partidária, alianças regionais e transferência de votos poderão ter peso significativo durante a campanha.

Gleisi Hoffmann aparece logo atrás e mantém uma posição competitiva para o PT. Já Filipe Barros e Deltan Dallagnol, empatados em 9%, permanecem próximos o suficiente para disputar as duas primeiras posições nas próximas pesquisas.

A disputa também passa pelo Governo do Paraná

A pesquisa foi realizada no mesmo levantamento que avaliou a corrida pelo Governo do Estado.

No cenário estimulado para o primeiro turno, Sergio Moro (PL) aparece com 37%, seguido por Requião Filho (PDT), com 21%, e Sandro Alex (PSD), com 15%.

O cruzamento dos dois cenários ajuda a explicar a importância das alianças: os partidos terão de organizar suas campanhas para Governo e Senado simultaneamente, tentando construir chapas competitivas e palanques regionais.

Pesquisa mostra eleitor ainda distante da definição

O levantamento também evidencia que a eleição está em fase inicial e que uma parcela significativa do eleitorado ainda não escolheu candidato.

Foram entrevistados 804 eleitores do Paraná entre 20 e 23 de agosto de 2026. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pela RPC e registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PR-05388/2026.

Bastidores começam a ganhar peso

O resultado deve aumentar a movimentação nos bastidores dos partidos.

Com quatro nomes próximos e apenas duas vagas disponíveis, cada aliança pode fazer diferença. Candidatos precisarão ampliar presença regional, buscar apoios políticos e disputar o eleitorado que ainda está indeciso.

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