Túnel secreto usado para esconder mercadorias do Paraguai é descoberto em operação da PF em Foz do Iguaçu

A Polícia Federal descobriu um túnel clandestino que, segundo as investigações, era utilizado por uma organização criminosa para ocultar e facilitar a movimentação de mercadorias contrabandeadas do Paraguai. A estrutura subterrânea foi localizada durante a segunda fase da Operação Lastro Oculto, deflagrada nesta terça-feira (5), em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná.

De acordo com a PF, a passagem ligava imóveis comerciais, incluindo um estacionamento e uma conveniência, e fazia parte da estrutura utilizada pelo grupo investigado. A entrada do túnel estava completamente soldada, sendo necessário o apoio do Corpo de Bombeiros para abrir o acesso de forma segura. Agora, peritos analisam a construção e os materiais encontrados no local.

Esquema envolvia logística do contrabando

As investigações apontam que a organização criminosa atuava em diversas etapas do esquema ilegal. Além do transporte de mercadorias vindas do Paraguai, o grupo seria responsável pelo armazenamento dos produtos, manutenção de depósitos clandestinos, preparação de veículos e utilização de rotas terrestres e fluviais para distribuir as cargas no Brasil.

A Polícia Federal também identificou indícios de lavagem de dinheiro. Conforme a apuração, parte dos recursos obtidos com as atividades ilícitas teria sido utilizada na aquisição de imóveis, veículos e empresas em Foz do Iguaçu, além da suspeita de investimento na construção de um hotel na cidade.

Cinco mandados foram cumpridos

Durante esta nova etapa da Operação Lastro Oculto, os agentes cumpriram cinco mandados de busca e apreensão em Foz do Iguaçu. Os alvos foram definidos após a análise do material recolhido na primeira fase da investigação.

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, contrabando e descaminho, conforme a participação individual de cada investigado.

Investigação continua

A Polícia Federal informou que a perícia no túnel e a análise dos materiais apreendidos devem ajudar a identificar toda a estrutura financeira e logística utilizada pela organização criminosa. A operação segue em andamento e novas diligências não estão descartadas.

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