El Niño pode provocar impactos na energia, nos transportes e no varejo, aponta estudo

Os impactos do fenômeno El Niño sobre a economia brasileira podem ir muito além da produção de alimentos. Um relatório divulgado pela XP Investimentos indica que, além de pressionar os preços de produtos agrícolas, o fenômeno climático tem potencial para afetar setores estratégicos como energia elétrica, transportes, logística e comércio varejista.

Segundo a análise, as alterações no regime de chuvas e nas temperaturas podem comprometer a geração de energia hidrelétrica em algumas regiões, elevar os custos operacionais e aumentar a necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que possuem produção mais cara. Como consequência, há risco de pressão sobre as tarifas de energia e sobre os custos de diversos segmentos da economia.

No setor de transportes, eventos climáticos extremos, como chuvas intensas, enchentes e deslizamentos, podem interromper rodovias, ferrovias e hidrovias, atrasando o escoamento da produção agrícola e industrial. Esses problemas logísticos tendem a elevar os custos do frete e afetar o abastecimento em diferentes regiões do país.

O varejo também pode sentir os reflexos do fenômeno. Além da possível alta dos preços dos alimentos, aumentos nos custos de energia e transporte podem pressionar os preços de outros produtos, reduzindo o poder de compra das famílias e impactando o consumo. Empresas que dependem de cadeias logísticas extensas ou de matérias-primas agrícolas estão entre as mais expostas aos efeitos do El Niño.

Especialistas destacam que a intensidade dos impactos dependerá da duração e da força do fenômeno, bem como da capacidade de adaptação dos setores produtivos. O governo federal e órgãos de monitoramento acompanham a evolução das condições climáticas para orientar medidas de prevenção e minimizar prejuízos à economia e à população.

Veja também