O Paraná alcançou US$ 18,7 bilhões em exportações entre janeiro e setembro de 2026, registrando crescimento de 5,5% em comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado reforça a importância do agronegócio e da indústria paranaense no comércio internacional.
Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) e divulgados pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.
A soja em grão liderou a pauta de exportações, com US$ 3,9 bilhões em vendas externas. Na sequência aparece a carne de frango in natura, responsável por US$ 3,3 bilhões, seguida pelo farelo de soja, com US$ 1,1 bilhão.
Carne de frango e óleo de soja registram avanços
Entre os principais produtos exportados, a carne de frango apresentou crescimento de 25,8% em relação aos nove primeiros meses de 2025. Sua participação no total das exportações paranaenses passou de 14,7% para 17,5%.
Outro destaque foi o óleo bruto de soja, cujas vendas internacionais avançaram 78,9%, passando de US$ 419,5 milhões para US$ 750,5 milhões.
O desempenho demonstra a relevância da produção agrícola e das agroindústrias na geração de receitas, na movimentação de cargas e na manutenção de empregos em diferentes regiões do Estado.
China lidera as compras de produtos paranaenses
A China permaneceu como principal destino das exportações do Paraná, com US$ 4,3 bilhões em compras, o equivalente a 23,1% do total comercializado pelo Estado no exterior.
A Argentina ocupou a segunda posição, com US$ 1 bilhão, seguida pelos Estados Unidos, com US$ 840,4 milhões. Ao todo, os produtos paranaenses chegaram a 208 mercados internacionais no período analisado.
Apesar do crescimento das exportações, as importações estaduais também aumentaram. O Paraná comprou US$ 16,9 bilhões do exterior entre janeiro e setembro, alta de 10,4% na comparação anual. Com isso, o saldo comercial permaneceu positivo em US$ 1,8 bilhão.
Oeste do Paraná tem papel estratégico
Para o Oeste paranaense, os números têm importância especial devido à presença de cooperativas, produtores rurais, frigoríficos, agroindústrias e empresas de transporte ligadas às cadeias de grãos e proteínas animais.
A região participa de uma estrutura produtiva que conecta propriedades rurais, unidades de processamento e mercados internacionais. O desempenho das exportações influencia a demanda por serviços, a movimentação econômica dos municípios e as oportunidades de negócios no campo.
O resultado acumulado até setembro mostra que o comércio exterior continua sendo um dos pilares da economia paranaense. A manutenção desse desempenho, entretanto, depende de fatores como preços internacionais, custos de produção, condições climáticas, logística e demanda dos países compradores.