Volume chegou a 11,8 milhões de litros por segundo, quase oito vezes acima da média histórica; outras atrações também tiveram acesso suspenso
As Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, registraram na manhã de segunda-feira (12) a maior vazão de água de 2026. O volume do Rio Iguaçu chegou a 11,8 milhões de litros por segundo às 7h, quase oito vezes acima da média histórica, estimada em 1,5 milhão de litros por segundo.
O aumento expressivo foi provocado pelas chuvas intensas registradas na bacia do Rio Iguaçu nos últimos dias. Diante da força da correnteza e da elevação do nível da água, a passarela que permite aos visitantes chegar mais perto das quedas foi interditada preventivamente às 8h de domingo (11).
Além da passarela, os caminhos das Bananeiras e do Poço Preto também tiveram o acesso suspenso temporariamente devido ao risco de alagamentos. As medidas foram adotadas para proteger turistas e trabalhadores durante o período de cheia.
Parque permanece aberto para visitação
Apesar das restrições, o Parque Nacional do Iguaçu continua aberto ao público no lado brasileiro. A Trilha das Cataratas e os mirantes permanecem disponíveis, permitindo que os visitantes contemplem as quedas d’água mesmo com o fechamento de alguns acessos.
A reabertura da passarela dependerá da redução da vazão para níveis considerados seguros e da avaliação das equipes técnicas responsáveis pelo monitoramento da área. Até as informações divulgadas em 12 de outubro, não havia previsão oficial para a liberação da estrutura.
Cheia também afeta atrações na Argentina
A elevação do Rio Iguaçu provocou restrições nos dois lados da fronteira. Na Argentina, o Parque Nacional Iguazú suspendeu a visitação na segunda-feira (12) como medida preventiva.
Nesta terça-feira (13), o parque argentino anunciou a retomada da visitação, com os circuitos Superior e Inferior, a Trilha Verde e o Trem Ecológico da Selva disponíveis. O acesso à passarela da Garganta do Diabo ainda dependia de avaliação.
Chuvas mantêm o rio sob monitoramento
A vazão extraordinária é resultado das chuvas acumuladas na bacia hidrográfica do Rio Iguaçu, que atravessa o Paraná. A evolução do volume de água exige acompanhamento constante, principalmente em áreas turísticas próximas às quedas e às margens do rio.
As equipes da concessionária Urbia+Cataratas e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) acompanham as condições do local. A liberação dos acessos será feita conforme a redução do nível da água e a confirmação de condições seguras para a visitação.
Orientação aos visitantes: quem pretende visitar as Cataratas deve verificar as condições de funcionamento das atrações antes de sair de casa, pois os acessos podem mudar conforme a vazão do rio.